Resenha: Cidades de Papel – John Green


06 outubro 2013

paper towns
Cidades de Papel (A Paper Town, originalmente falando) é o segundo livro que eu leio do John Green, e também o que me fez gostar ainda mais dele. Se A Culpa é das Estrelas te fez chorar com toda aquela história que sempre conquista qualquer leitor (O Green unio câncer + amor + morte, ingredientes perfeitos para um romance decolar), este mais novo livro dele te trará uma sensação final totalmente oposta. Nos três dias que fiquei lendo Paper Towns, me peguei entrando de cabeça no mundo do personagem e me senti completamente órfã ao terminar a leitura.


O personagem principal e narrador é o Quentin (sim, um garoto! viva!), mais conhecido como Q. Ele, em suas palavras, teve a sorte de ser vizinho de Margo Roth Spiegelman, uma antiga amiga de infância e uma garota diferente de todas as de Orlando, que está cansada dessa “cidade de papel”, onde todos os habitantes, segundo ela, são de papel e apenas seguem os paradoxos impostos a eles. No meio destes questionamentos, Margo tem a súbita ideia de convidar Quentin para uma aventura onde irão sair cometendo “crimes” insanos pela cidade. No dia seguinte, Margo foge e deixa pistas para Q e seus amigos a encontrarem.


Quentin é filho de pais psicólogos, não tão popular no colégio e sonha em entrar para uma boa faculdade. Na noite pós aventura com Margo, ele passa a se destacar um pouco mais, ver a vida com outros olhos e ter esperança em voltar a ser melhor amigo (ou algo mais) de sua garota preferida no mundo. Acontece que, ao se passarem alguns dias, ele percebe que Margo desapareceu deixando alguns sinais de onde ela poderia ter ido. E esse local é sempre dito por ela como “cidade de papel”, uma cidade distante de tudo e todos. A partir daí, Q começa a fazer uma seleção de cidades de papel pelo mundo a fora, e, conforme a história vai se seguindo, descobrimos mais sobre o paradeiro de Margo e sobre o próprio Quentin. Somos convidados a mergulhar na cabeça dele e encarar o modo de como ele encara a vida. Q é cheio de reflexões sobre cada situação distinta pela qual ele passa, e isso acaba por encher a mente do leitor.

The Sad Truth / W

Os personagens secundários, são os amigos de Quentin e Margo. Ben e Radar, os melhores amigos do Q, entraram na minha lista de pessoas preferidas de Paper Town. Radar é um nerd criador de um site de pesquisa super popular na cidade e filho de pais viciados em colecionar papais nóeis negros. Ben é um cara super bem humorado que faz você rir na maioria das situações e diálogos, o que faz dele um personagem ainda mais louco é a sua obseção por perder a virgindade antes do baile de formatura. Ambos estes personagens são formados por singularidades e personalidades diferentes que com certeza irão te cativar logo nas primeiras páginas.


Em consequência de Margo ficar ausente em boa parte do livro, acabamos por encará-la a a partir da visão de cada um dos personagens. Ou seja, cada um imagina uma Margo diferente. E, não sei como o John conseguiu isso, mas ela é a personagem mais incrivel da história, e podemos perceber isso através das pistas deixadas pela mesma. Margo é filha de pais idealistas que, como a maioria, só quer que os filhos entrem em uma faculdade de luxo e seja um exemplo para os vizinhos. Cansada de tudo isso, a garota resolve se refugiar em seu próprio mundo, sem paradoxos e sem pessoas hipócritas. No final, percebemos quem é a verdadeira Margo e que ela é o espelho daquela parte de nós muitas vezes escondida, aquele pedacinho da gente que luta para se esconder da sociedade de papel.

Paper Town by John Green
Cidades de Papel segue o enredo de aventuras e descobertas entre amigos em plena adolescencia. Viagens, formatura, paradoxos envolvendo vestibular e bom comportamento, relacionamentos e muito mais são alguns dos assuntos que o John Green procura trazer ao leitor. Mais uma vez, encontramos diálogos inteligentes e reflexõs que todo jovem um dia já se fez. Sem dúvida alguma, é um livro que merece ser lido por qualquer um, simplesmente maravilhoso.

6 comentários:

  1. Já vi e li algumas resenhas deste livro e muitas pessoas o acham muito parecido com Quem é você, Alasca? e por isso não gostam, mas ainda sim, tenho vontade de lê-lo, parece ser legal.

    Beijos,
    posrealidade.blogspot.com.br

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  2. Nunca li mas parece maravilhoso esse livro! Adorei sua resenha, ficou perfeita.
    www.espacegirl.com

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  3. Adorei a resenha!
    Demais!
    Bjaum
    @angellribeiroo

    http://www.modaimagem.com.br/

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  4. OMG, ele é ilustrado assim? Preciso-lo ler. Já é o terceiro libro do John Green na minha wishlist <3
    http://www.meusdezoitoanos.com/

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  5. ai ai eu ia comprar esse livro na bienal :/
    Perece ser muito bom, quando tiver outra oportunidade eu compro :D
    Beijinhos
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