É bom ser clichê


06 julho 2016

Imagem de grunge, people, and quote

Sabe quando passamos um certo tempo acreditando ser diferente dos demais? A única a gostar de tal coisa ou a passar por uma determinada situação ou a enfrentar problemas que parecem grandes demais (e ás vezes, são mesmo)... Bom, chega um momento que é preciso aceitar que não é bem assim. Na verdade, é um clichê. E isso é incontornavelmente (adoro essa palavra) maravilhoso. Cada qual com particularidades, óbvio, mas no fim é tudo tão parecido.

Descobrir tal fato é muito simples, basta conhecer um pouco mais do mundo. E para conhecer o mundo, é preciso começar pelas pessoas. Eu passei a minha pré adolescência, dos 11 até uns 12 anos, um tanto quanto sozinha. Minhas amizades se resumiam a poucas pessoas e eu passava por problemas pessoais, na época, que eu acreditava que garotas da minha idade não deveriam estar passando. Eu realmente pensava que era a única que estava vivendo aquela situação tão angustiante, enquanto todas as minhas amigas pareciam tão felizes. E vê-las sempre tão felizes e com uma existência tão perfeita, só piorava.

Acontece que, a medida que fui crescendo e expandindo meus relacionamentos, eu passei a conhecer um pouco mais, e a fundo, as histórias de outras pessoas. Vi muita gente que passou até por coisa bem pior. Não desmereço a minha dor, nem a de ninguém, mas a dor é compartilhada por todos com roupagens diferentes. No fim, tava todo mundo mal. Éramos um clichê. E tava todo mundo tentando ficar bem, de uma forma ou de outra.

Existem exceções, sempre irão existir, mas as pessoas são incríveis. Basta sair da suposta zona de conforto e ir procurar por elas. Hoje, eu sou da teoria de que tudo nessa vida é sobre as relações que construímos e as conexões que criamos com essas outras pessoas. Elas, assim como eu e você, estão vivendo pela primeira vez. Estão todas estupidamente perdidas. E estão fazendo o melhor que podem para continuar resistindo e contemplando a vida.

Em suma, a gente precisa do clichê. Precisamos andar ao lado de quem conhece a nossa luz e a nossa escuridão, porque é tão semelhante à sua própria. Sentimentos, gostos, experiências, ligações. Tudo isso pode ser facilmente encontrado ao abrir a porta de casa. Um universo inteiro de clichês.

sim, escrevi um post novo depois de séculos porque, sei lá, eu precisava falar sobre isso. :)

Tem alguém aí?


06 novembro 2015

Imagem de boys, pale, and break

Oi! É tão estranho voltar a escrever depois de 5 meses. Não é muuuuito tempo, mas pra mim parece que toda uma vida se passou. Sério. Voces não acreditariam se eu contasse o tanto de coisa que aconteceu comigo nesses 5 meses. É impressionante o quão rápido o tempo passa, sempre digo isso, mas é verdade. Nesse meio tempo, fiz 16 anos. As outras coisas são outras histórias, pra outras postagens. Ainda é surreal E é só isso. Por enquanto.

Nesses 5 meses assisti muitos filmes maravilhosos, li muitos livros igualmente incríveis e abandonei um pouco as séries, mas pretendo voltar pra elas. Infelizmente, estou em semana de provas, o que dificulta um pouco os esquemas de TENTAR voltar a blogar em um mundo cada vez mais voltado pro youtube. Mas decidi que vou voltar a escrever, porque isso para mim é libertador. Estou com novos projetos na cabeça, e um milhão de posts. Eles vão sair? Quem sabe? Eu é que não. Mas o Famenine Place sempre foi isso. Imprevisível, em constantes mudanças e um caos. Ele sempre foi tão eu mesma, que me assusta. Já vivi muita coisa com isso aqui, seria difícil pro meu psicológico dizer adeus, logo agora. Eu blogo desde meus fucking 10 anos, Brasil. Não é exagero dizer que cresci com isso aqui. Vou parar por aqui nas recordações porque to ficando emotiva. 

Continuo amando vocês, leitores. Obrigada por tudo! 

Todas as formas de amor: séries, livros e filmes LGBT


20 junho 2015

🌞 | via Tumblr

Oi migos, migas, manas!!! Senti saudades de escrever então aqui estou. Eu sei que sumi ~dessa vez realmente sumi~ mas é a vida. Você fica uns dias sem entrar, vai enrolando e quando vai ver já se passaram uns booons meses. Aproveitando a vibe de estarmos no mês do orgulho LGBT, vim fazer um post indicando séries, livros e filmes que tratam desse assunto pra vocês curtirem a vibe ~consideramos justa todas as formas de amor~ porque tem não tem nada melhor que isso.

1. A incrível, maravilhosa, divertida e destruidora de tabus: ♡ ✿ Orange Is The New Black ✿ 

Essa é uma das minhas séries preferidas da vida inteira. Ela é revolucionária, trata de assuntos como aborto, homossexualidade, preconceito, pobreza e questões sociais no geral com muito bom humor, leveza e personagens sensacionais que te conquistam desde o primeiro episódio. OITNB conta a história de Piper Chapman, uma mulher que no ~passado~ teve um romance com Alex Vause e as duas eram super pops no mundo do tráfico de drogas e tal, e ambas conseguiram se safar suficientemente bem. Piper acabou casando e adquirido uma vida "normal", só que um belo dia policiais batem em sua porta e a levam pra prisão, na qual sua ex amante também está presa. Tendo sua realidade virada de cabeça pra baixo, Piper terá que se adequar a um novo estilo de vida, onde irá descobrir um mundo totalmente novo. A série é original NETFLIX e está na sua 3° temporada, então da pra fazer uma maratona legal.

2. A incrivelmente inteligente, criativa e apaixonante: ♡ ✿ Orphan Black ✿ 
helena | via Tumblr

Essa é também uma das minhas séries queridinhas do mundo todo. Eu me apaixonei por Orphan Black desde o primeiríssimo episódio, onde começam os mistérios e você fica ansiando por MAIS cada vez MAIS. As coisas são bem "WHAT THE FUCK" no início, mas depois vão se ajeitando e você fica tipo "QUE F*DA"!!! Orphan Black começa quando Sarah, uma punk emo gótica vida loka, presencia um suicídio na estação de trem. Uma mulher IDÊNTICA a ela se joga nos trilhos e deixa pra trás uma bolsa contendo todos os seus documentos, e como a Sarah ta passando por uns probleminhas decide assumir sua identidade e então UM MILHÃO DE COISAS ACONTECEM. APENAS ASSISTAM!

3. ♡ Will & Will - John Green e David Levithan 
Untitled

Esse livro é MUITO engraçado, eu lembro de ter literalmente chorado de rir em algumas cenas, é uma leitura que realmente vale a pena, nos leva a refletir sobre diversas questões, além de que a história é apaixonante. Fala sobre dois meninos que se chamam Will Grayson e apesar do nome ser idêntico, um desconhece a existência do outro, até que em um dia fatídico, por motivos completamente opostos, o caminho de ambos se cruzam e a vida deles meio que faz uma reviravolta incrível.

4.  Eu Não Quero Voltar Sozinho 
Gays | via Tumblr

O filme é muito fofinho, e trata um assunto aparentemente pesado de forma natural e pura, como é o primeiro amor. O protagonista é o Leonardo, um adolescente cego que está em fase de descoberta e aceitação. Com a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola em que estuda, sentimentos começam a despertar dentro de Leo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo. 

5.  Vicky Cristina Barcelona 

O filme só tem gente LINDA, só pra começar com um pretexto bom ksajsjdh e pra completar é dirigido pelo amorzinho da minha vida: Woody Allen. A história é sobre duas amigas, Vicky e Cristina, que viajam para Barcelona a fim de passar as férias de verão e acabam se envolvendo em confusões amorosas com um artista extravagante e sua louca ex esposa. Eu sou simplesmente apaixonada por esse filme, tudo nele é incrível, então é mais do que recomendado.

6.  Clube de Compras Dallas 
😔😔

Gente, que filme lindo e maravilhoso. Só de ver a imagem acima da aquele nó na garganta ~choremos~. Conta a história REAL de Ron Woodrof, um eletricista heterossexual que se descobre com HIV em plena época de 1986, os tempos mais obscuros da doença e onde esta era vista como algo que se restringia apenas a homossexuais. Embora os médicos tenham lhe dado apenas 30 dias de vida, Ron se recusa a se entregar a morte e decide lutar pela vida criando uma operação de tráfico de drogas alternativas que ajudavam consideravelmente um portador de AIDS no processo de "quase" cura. Baita tapa na cara da sociedade "anti-drogas ilícitas". Baita tapa na cara da sociedade homofóbica.

7.  Love Is All You Need? 


Esse é um dos curtas mais sensacionais já feito. Nele nos é mostrada uma realidade paralela, onde a sociedade não é heteronormativa, e sim "homonormativa". O natural é ser gay. Gostar de pessoas de sexo diferente é errado, feio e contra as leis naturais da vida. Nesse ambiente preconceituoso, uma garotinha se descobre hétero, para desaprovação de todos os que conhece.

É isso gente! Existem mais centenas de filmes/séries/livros com essa temática, mas selecionei alguns dos que eu mais gosto. Vocês tem mais alguma indicação?

Beijinhos

Ah, e pra fechar com "chave de ouro", uma imagem que marcou a Parada Gay de 2015, em São Paulo. Nela temos uma transexual encenando uma cena bem conhecida: Jesus Cristo na cruz. Essa mulher foi ameaçada de morte nas redes sociais, xingada e afins por um bando de gente que chamou isso de blasfêmia. Falta de respeito. Uma afronta a comunidade cristã. A imagem na verdade é um protesto e tem um significado extremamente profundo e real. A comunidade LGBT sofre com um preconceito contínuo, essa gente morre, literalmente, por amarem pessoas. A mulher na cruz está representando esse sofrimento. Ela também é "Jesus". Bem como qualquer ser humano que é torturado, assassinado, espancado, linchado sem motivo algum.